
Hej! Cheguei! Oficialmente operando em horário dinamarquês, com olheiras compensadas por uma animação que nem o céu bipolar de Copenhagen conseguiu frear.
A cidade pulsa. As bicicletas disputam espaço com fashionistas apressados, a energia é leve mas elétrica, e tudo (absolutamente tudo) parece mais interessante quando o styling local entra em cena.
Essa é a primeira edição especial da Crème direto da Copenhagen Fashion Week SS26. Já estou com calos nos pés, novas amizades feitas, uma foto na Vogue e ainda tentando entender como é que isso tudo foi só o primeiro dia.
Então vamos nessa: que venham os desfiles, as presentations, as festas, os encontros e os garimpos. Porque se é pra cobrir a semana de moda mais cool do globo, que seja com o crème de la crème… e um cafezinho na mão, claro.
- Junia Lopez (também estou fazendo uma cobertura ao vivo pelo meu Instagram!)

Esta é uma edição especial da Crème direto da Copenhagen Fashion Week.
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WTF is Copenhagen Fashion Week?
Copenhagen não é Paris, não tenta ser Milão, e definitivamente não tem tempo para o stress de Nova York. E talvez por isso tenha se tornado a fashion week mais relevante (e desejável) da temporada.
Enquanto outras semanas de moda se afundam em suas próprias fórmulas previsíveis, a CPHFW pedala leve (literalmente). A bicicleta é o principal meio de transporte da cidade, e isso já diz muito: aqui, os looks precisam funcionar na prática. Nada de glam couture para subir escada de metrô, nem produção de red carpet para ir à padaria. O que se vê nas ruas é vida real, mas com o crème de la crème, é claro.
A moda escandinava começou a ganhar tração quando ninguém estava olhando. Quando a Dinamarca lançou seu primeiro calendário oficial de moda, em 2006, um ano depois da vizinha Estocolmo, pouca gente prestou atenção. A Suécia apostava no minimalismo sério; Copenhagen já dava sinais de que queria outra coisa: algo mais divertido, mais autêntico e mais colorido. Mas foi só em 2018 que a CPHFW se transformou naquilo que conhecemos hoje: a fashion week mais cool e sustentável do mundo.
Desde então, nenhuma marca desfila se não cumprir um conjunto rígido de critérios: proibição do uso de plásticos descartáveis, fim da destruição de peças não vendidas, diversidade real na equipe, boas condições de trabalho em toda a cadeia, metas mensuráveis de impacto ambiental — e a lista continua. Esse compromisso ético, aliás, não vem do nada. É reflexo direto da cultura local. A população dinamarquesa cresce respeitando o coletivo, os recursos naturais e o tempo ao ar livre. A moda, por consequência, acompanha.
E se os desfiles têm propósito, o street style tem o je ne sais quoi. As ruas de Copenhagen ditam as tendências. É um street style colorido, espontâneo, criativo e tem aquele quê effortless que todo mundo quer ter também. Ele se materializa em camadas improváveis, peças utilitárias misturadas com referências pop, cores vibrantes, e pessoas que genuinamente parecem se divertir com a própria roupa.
E existe uma razão para tudo aqui parecer mais fresco: a Dinamarca é o segundo país mais feliz do mundo, segundo o World Happiness Report. E onde há bem-estar, há espaço para criatividade. O que vemos são roupas reais, pessoas reais, um lifestyle que não é forçado.
E por tudo isso, a Crème volta à Copenhagen. Não só para ver, mas para mostrar.
O que encanta, o que desperta, o que provoca, o crème de la crème — dentro e fora das passarelas.

Crème Daily — Dia 1
Copenhagen, 04 de agosto
Acordei no fuso, mas não exatamente no pique. Depois de um voo longo e pouco glamouroso, o primeiro dia começou com aquele humor preguiçoso. Café da manhã? Não rolou. Fomos direto para o desfile que abriu oficialmente a SS26: ÓperaSPORT. E que abertura.
A piscina modernista de Frederiksberg serviu de cenário para um verão escandinavo à la celestial: camadas de azul, tecidos levíssimos, aplicações delicadas e aquele toque minimal-glam que só a ÓperaSPORT entrega. O ponto alto? As Havaianas gorduchas na passarela.

Em seguida, pausa estratégica para o almoço no Cantina, restaurante italiano clássico de Copenhagen que continua sendo um must-go. Pedi um rigatoni à la vodka, que estava delicioso!

De lá, seguimos para a apresentação da Kettel, marca espanhola baseada em Mallorca, que une upcycling, crochê, vestidos para o verão e (por que não?) para o altar. A estética é leve, romântica e até pura — e o meu look do primeiro dia teve um pezinho nela (vocês vão ver mais pra frente nesta edição).

Depois de um rápido retorno ao hotel — interrompido por um pequeno perrengue chique envolvendo uma bota da Courrèges esquecida no metrô (sem comentários, rs) —, era hora de se arrumar para a festa da ÓperaSPORT em parceria com a Cervejaria 1664. Um crowd animado, muitos looks bons, trilha sonora com músicas brasileiras e a energia certa para encerrar o primeiro dia da semana de moda mais cool do globo.


What I Wore — Copenhagen Fashion Week — Dia 1
Copenhagen, 04 de agosto

What I Wore — Copenhagen Fashion Week — Dia 2
Copenhagen, 04 de agosto



Lojas que sempre valem a parada durante a sua estadia em CPH:


