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Nesta semana, faço algo que me interessa muito mais do que cumprir calendário editorial: lanço Je suis Crème de la Crème, uma revista independente criada em parceria com a House of Wander. Uma colaboração que nasceu de referências em comum, obsessões compatíveis e uma certa intolerância ao gosto mediano, rs. Quando a conversa é sobre curadoria afiada, ela flui — em francês, é claro!

Je suis Crème de la Crème foi construída a partir de dois olhares que sabem editar. Todas as fotos são autorais, clicadas por uma das fundadoras da House of Wander; o design também é autoral; os textos, todos originais (e levemente ácidos, como devem ser). Nunca escondi meu caso antigo com Paris e, com uma das fundadoras da House morando lá, tudo se alinhou de forma quase óbvia. Coincidência? Prefiro destino. Très chic!

Dentro da revista, você vai encontrar dicas realmente valiosas. Nada de “lugares secretos” que todo mundo já conhece. A curadoria está afiada, bonita e do tipo que dá vontade de dobrar páginas, circular frases, tirar fotos, revisitar e levar na bolsa. E sim, isso importa. Je suis Crème de la Crème é uma publicação artesanal, costurada à mão, uma a uma. Funciona muito mais como livro de artista do que como revista. Não foi feita para desaparecer em uma estante qualquer, mas para ficar à vista, circulando pela casa, participando do espaço.

A zine existe em dois formatos. Uma versão menor, quase um guia de bolso, feita para ir com você a Paris ou, pelo menos, morar na sua bolsa, pronta para ser aberta entre um café e outro. E uma versão maior, pensada para a mesa de casa: objeto de decoração e arquivo de referências para ser folheado sem pressa. Mas não se preocupe: o conteúdo dos dois formatos é o mesmo.

O lançamento acontece hoje, na House of Lourie. Um endereço que faz sentido para este encontro: moda, música e boas conversas. Quem sabe, sabe. Nesta quarta, a proposta é simples e nada ingênua: reunir gente criativa, trocar ideias, ouvir música, folhear a zine sem pressa e sair um pouco melhor do que entrou. Talvez mais inspirado. Talvez mais francês. Certamente mais afiado.

Nos vemos lá?

Ce n’est pas juste une zine.

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